Relatório de Atividades 2011 do Berço da Cidadania

Em seu quarto ano de atividade, o Instituto Berço da Cidadania deu provas de ser um dos importantes atores da sociedade civil na promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes do Distrito Federal, especialmente o direito à convivência familiar e comunitária, Leia nosso relatório de 2011 como foi a nossa atuação.

Relatório de Atividades 2011

Mãe social: o mito da reprodução do amor materno nas instituições de abrigo (por Dirce França)

“A partir de 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança passou a ser vista como “sujeito de direitos” levando ao esforço para substituir a antiga prática assistencialista por uma prática de caráter sócio-educativo na qual se procura garantir o desenvolvimento físico, emocional, social e educacional das crianças abrigadas. Para tanto, o Estatuto estabeleceu alguns princípios que alteraram profundamente a face da maioria de nossos abrigos.”

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Mãe social: o mito da reprodução do amor materno nas instituições de abrigo

A excepcionalidade da medida de abrigamento (Por Dirce França)

“O Estatuto da Criança e do Adolescente ao relacionar, em seu artigo 101, parágrafo único, as medidas de proteção quando direitos são ameaçados ou violados, dispõe que o abrigo é medida provisória e excepcional.
Destacando-se cada um desses aspectos que caracterizam o abrigamento, temos que ele deveria ser medida:
1- Protetiva;
2- Provisória e
3- Excepcional”

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A excepcionalidade da medida de abrigamento

Do abrigo ao acolhimento: importância do vínculo nos cuidados institucionais (por Dirce França)

“A designação da medida protetiva prevista no artigo 101 do ECA tem sido alterada ao longo dos anos: de orfanato, para abrigo e deste para entidade de acolhimento. A alteração reflete, no primeiro caso, o reconhecimento quanto ao fato de que a maioria das crianças e adolescentes que ali viviam não era órfã, mas que, ao contrário tinha família. Por sua vez, esse reconhecimento permitiu que se deixasse de ignorar a realidade dessas famílias e, pouco a pouco, se desse ênfase à necessidade imperiosa de promover ações que permitissem o retorno à mesma.”

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Do abrigo ao acolhimento: importância do vínculo nos cuidados institucionais

O tempo no abrigo: preservação da história, garantia de singularidade (por Dirce França)

“O trabalho de Maria Lucia Gulassa1, com os coordenadores e profissionais de abrigos nos mostra que a identidade do abrigo se constrói principalmente a partir do que ele não é. Uma identidade que se constrói a partir do negativo tem implicações problemáticas para a construção de um modo de funcionamento que atenda às necessidades do abrigo.”

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O tempo no abrigo: preservação da história, garantia de singularidade

Cuidados especiais no momento de acolhida (por Dirce França)

“O momento em que a criança/adolescente é acolhido deve representar a primeira oportunidade, dentro do abrigo, para se começar a construir uma relação pautada no respeito, demonstrando-se à criança que ali ela será verdadeiramente protegida. Se não for assim, que diferença haverá entre a sua situação anterior de vida (e da qual ela foi retirada por ser inadequada) e a situação no abrigo?”

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Cuidados especiais no momento de acolhida